O primeiro dia do Global Agribusiness Festival trouxe ao debate modelos de produção que integram diferentes cadeias do agronegócio, como pecuária e floresta, sob a perspectiva da sustentabilidade no campo. O painel, noticiado pelo Canal Rural, discutiu caminhos para unir rebanho e cobertura florestal em uma mesma área produtiva, apontando a integração como tendência para conciliar produção agropecuária e conservação ambiental.
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O que isso muda para quem tem terra ou responde a processo ambiental?
Sistemas integrados de produção, que combinam atividade pecuária com componente florestal na mesma propriedade, deixaram de ser assunto restrito a eventos técnicos e passaram a influenciar a forma como órgãos ambientais, financiadores e o próprio Judiciário enxergam o uso da terra. Para o produtor, isso significa que o modo de ocupação da área pode se tornar argumento relevante em discussões administrativas e judiciais.
Quem convive com área embargada, auto de infração ou termo de compromisso ambiental precisa observar que a adoção de práticas integradas pode dialogar com obrigações de recomposição, com planos de recuperação de áreas degradadas e com exigências ligadas à regularização da propriedade rural. Ou seja, a decisão produtiva tem, cada vez mais, reflexo jurídico direto.
Na prática, vale avaliar, com apoio técnico e jurídico, como o modelo produtivo adotado se comunica com o passivo ambiental existente, com o cadastro da propriedade e com eventuais compromissos já assumidos perante o poder público. Planejar antes de executar tende a reduzir litígios e a fortalecer a defesa em processos em curso.
Fonte: Canal Rural.
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