★ Editora Thomson Reuters · 2025

Embargos Ambientais em Áreas Rurais

O regime jurídico do embargo ambiental sistematizado em nove capítulos — da competência fiscalizatória ao controle judicial, com análise da IN IBAMA 08/2024 e jurisprudência selecionada.

Thomson Reuters · Revista dos Tribunais Série Direito Ambiental Rural ISBN 978-65-260-2403-4
Capa do livro Embargos Ambientais em Áreas Rurais — Diovane Franco — Editora Thomson Reuters · Revista dos Tribunais

Sobre a obra

Embargos Ambientais em Áreas Rurais é um estudo sistemático sobre o embargo ambiental — sanção administrativa que paralisa atividades em imóveis rurais e produz efeitos jurídicos, dominiais e creditícios profundos sobre o produtor autuado. A obra examina o instituto desde sua previsão normativa (Lei 9.605/1998, Decreto 6.514/2008 e Código Florestal de 2012) até as instruções normativas mais recentes do IBAMA, com destaque para a IN IBAMA 08/2024, que disciplina os requisitos para suspensão da medida.

Publicada pela Editora Thomson Reuters (Revista dos Tribunais) em 2025 na Série Direito Ambiental Rural, a obra estrutura em nove capítulos a teoria geral do embargo, seus pressupostos, requisitos cautelares, elementos estruturantes, efeitos sobre o imóvel e sobre a pessoa, hipóteses de cessação e o controle judicial cabível. Cada tema é articulado com a jurisprudência do STF, do STJ e dos Tribunais Regionais Federais, com o ecossistema de instruções normativas do IBAMA e do ICMBio e com a Lei Complementar 140/2011 sobre competências federativas.

O recorte é deliberadamente prático: o livro foi escrito a partir da experiência forense em embargos lavrados em Mato Grosso, Pará, Rondônia e demais estados da Amazônia Legal, com material técnico-jurídico aplicável a defesas administrativas, ações anulatórias, mandados de segurança e procedimentos de desembargo. Trata-se de obra de referência para advogados, magistrados, membros do Ministério Público, servidores ambientais, engenheiros e produtores rurais que precisam compreender e operar o instituto com rigor.

Por que esta obra

Quatro diferenciais que estruturam o livro como referência prática e doutrinária sobre embargo ambiental no campo.

Foco prático no campo

Recorte específico para áreas rurais — onde o embargo encontra sua maior expressão prática, com Reserva Legal, APP e área rural consolidada como hipóteses centrais.

Atualização legislativa

Análise da IN IBAMA 08/2024 (suspensão de embargo), IN IBAMA 19/2023 (processo administrativo sancionador) e IN IBAMA 15/2023 (embargo geral preventivo).

Sistematização dogmática

Teoria geral do embargo construída em diálogo com Bobbio, Kelsen e Daniel Ferreira — natureza jurídica, pressupostos, requisitos cautelares e atributos.

Jurisprudência selecionada

Decisões do STF, STJ, TRF1, TRF3, TRF4, TRF5, TJMT e TCU integradas à argumentação dogmática — incluindo o IRDR 1008130-20.2025.4.01.0000.

O que você vai aprender

Conhecimento aplicado à defesa, fiscalização, julgamento e regularização de imóveis rurais embargados.

  • Repartição constitucional de competências e a aplicação da LC 140/2011 ao embargo
  • O regime do embargo na Lei 9.605/98, no Decreto 6.514/08 e no Código Florestal
  • Natureza jurídica do embargo: medida de polícia, cautelar ou sanção autônoma
  • Pressupostos: ilícito contemporâneo, nexo causal, dolo ou culpa, proporcionalidade
  • Requisitos cautelares: fumus boni iuris e periculum in mora
  • Elementos estruturantes: delimitação espacial precisa e fundamentação técnica
  • Efeitos dominiais (sobre o imóvel) e extradominiais (sobre a pessoa)
  • Cessação: PRAD, áreas rurais consolidadas e a IN IBAMA 08/2024
  • Controle judicial: nulidades, vícios formais e materiais, prescrição
  • Tipicidade das infrações em áreas rurais e regime do uso do fogo

Sumário detalhado

Nove capítulos cobrindo o ciclo completo do embargo ambiental — da responsabilidade ambiental aos instrumentos de controle judicial.

1

Introdução — Responsabilidade ambiental

  • Visão geral das responsabilidades em matéria ambiental
  • Direito Ambiental Sancionador e regime administrativo
  • Multiplicidade institucional no embargo
  • Responsabilidade civil, administrativa e criminal
2

Competência ambiental

  • Base constitucional e doutrinária
  • Lei Complementar 140/2011 — fiscalização e licenciamento
  • Embargos ambientais e bis in idem
  • ADI 4.757 e embargos supletivos
3

Previsão normativa do embargo

  • Lei 9.605/98 e Decreto 6.514/08
  • Art. 51 do Código Florestal — embargo rural
  • IN IBAMA 12/2014, 15/2023, 19/2023 e 08/2024
  • Embargo geral preventivo e remoto
4

Regime jurídico do embargo

  • Teoria geral e natureza jurídica
  • Pressupostos e requisitos cautelares
  • Elementos estruturantes e atributos
  • Distinção de outros institutos congêneres
5

Efeitos do embargo

  • Efeito dominial direto e expansivo
  • Lista pública de áreas embargadas
  • Cadeia produtiva — "embargo econômico"
  • Restrições BNDES e Moratória da Soja
6

Cessação dos embargos

  • Art. 15-B do Decreto 6.514/08
  • IN IBAMA 08/2024 — requisitos de suspensão
  • Áreas rurais consolidadas (marco 22/07/2008)
  • PRAD e regularidade ambiental
7

Controle judicial dos embargos

  • Mandado de segurança e ação anulatória
  • Vícios de competência, forma, motivo e objeto
  • Tema 1329 do STJ — alegações finais por edital
  • Prescrição e IRDR 1008130-20.2025.4.01.0000
8

Tipicidade das infrações

  • Dano em APP (art. 43) e corte em APP (art. 44)
  • Impedimento à regeneração natural (art. 48)
  • Dano em Reserva Legal (art. 51)
  • Uso do fogo (art. 58 e 58-A) e descumprimento de embargo (art. 79)
9

Conclusão

  • Proposições para um novo modelo
  • Proposta de aperfeiçoamento legislativo
  • Exposição de motivos
  • + Julgados Selecionados e Bibliografia
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Trecho da obra

Capítulo 4 — Regime jurídico do embargo (parte 1: teoria geral e natureza jurídica)

Após o estudo nos capítulos anteriores acerca dos fundamentos da responsabilidade ambiental, das questões de competência que orientam o tema e do arcabouço normativo que rege a matéria, chega-se ao ponto central do presente estudo: a compreensão do embargo ambiental em áreas rurais no seu regime jurídico. Esta sequência lógica foi necessária para construir as bases conceituais que permitirão compreender o instituto em toda a sua complexidade jurídica e técnica.

Neste capítulo, examina-se o que se denomina de Teoria Geral do Embargo Ambiental — um instrumento jurídico essencial à proteção do meio ambiente ecologicamente equilibrado, direito fundamental garantido pelo art. 225 da Constituição Federal, que atua através da limitação de direitos individuais em prol da coletividade.

Com a finalidade precípua de coibir ilícitos ambientais contemporâneos, embora concebido como medida pontual e temporária, a medida frequentemente se transforma em restrição desproporcional ao uso da propriedade rural, com efeitos que transcendem o polígono demarcado e a sua finalidade, comprometendo a viabilidade econômica de todo o empreendimento e irradiando seus efeitos punitivos para outros imóveis rurais do mesmo proprietário.

O que é embargo ambiental em áreas rurais

O embargo ambiental é uma sanção administrativa prevista no art. 72, VII, da Lei 9.605/1998 e regulamentada nos arts. 15-A e 15-B do Decreto 6.514/2008, com previsão específica para áreas rurais no art. 51 da Lei 12.651/2012 (Código Florestal). A medida paralisa a atividade desenvolvida em determinada área quando se constata supressão de vegetação, dano em Área de Preservação Permanente (APP), em Reserva Legal ou outra infração ambiental que justifique a interrupção imediata.

O embargo deve recair sobre área individualizada — coordenadas geográficas, polígono delimitado e identificação do imóvel rural — e sua aplicação válida pressupõe ilícito contemporâneo, nexo de causalidade entre a conduta e o dano, e proporcionalidade entre a restrição imposta e a finalidade ambiental buscada.

"O embargo ambiental rural opera simultaneamente em três dimensões: como medida repressiva, ao cessar imediatamente a atividade danosa; como instrumento reparatório, ao viabilizar a regeneração do ambiente degradado; e como sanção propriamente dita, ao impor restrições econômicas e creditícias que extrapolam o perímetro físico da área embargada." — Capítulo 4 da obra.

Diferença entre embargo, auto de infração e multa ambiental

Confundir embargo, auto de infração e multa é erro técnico recorrente — inclusive em decisões administrativas e judiciais. As três categorias têm naturezas distintas e podem ou não cumular-se no mesmo processo:

InstitutoNaturezaEfeito principal
Auto de Infração Documento que formaliza a constatação da infração ambiental pelo agente fiscalizador. Inicia o processo administrativo sancionador (regulado pela IN IBAMA 19/2023).
Multa Ambiental Sanção pecuniária (art. 72, II, da Lei 9.605/98) decorrente da infração. Obrigação de pagar — passível de conversão em serviços, parcelamento ou desconto.
Embargo Ambiental Sanção restritiva da atividade (art. 72, VII, da Lei 9.605/98) — paralisa o uso da área. Impede a continuidade da atividade até regularização ou decisão favorável.

Aprofunde-se nos guias do escritório: Auto de Infração Ambiental Multa Ambiental Embargo Ambiental

Como funciona o processo de embargo ambiental

O embargo é lavrado pelo agente ambiental — fiscal do IBAMA, ICMBio ou de órgãos integrantes do SISNAMA com competência fiscalizatória, observada a repartição constitucional e a Lei Complementar 140/2011. A partir da ciência do autuado, abre-se o processo administrativo sancionador regulado pela IN IBAMA 19/2023, com prazo de defesa, instrução e decisão.

Durante todo o processo, o embargo permanece em vigor — produzindo seus efeitos restritivos sobre a área e, em parte, sobre a pessoa do autuado. A defesa técnica deve atuar em duas frentes paralelas: (i) impugnação do mérito do embargo, com vistas à sua desconstituição administrativa ou judicial; e (ii) pedido de levantamento mediante demonstração de regularidade ambiental ou cumprimento de PRAD, conforme os requisitos da IN IBAMA 08/2024.

Como levantar (cessar) o embargo ambiental

O levantamento do embargo — ou cessação, como o livro sistematiza no Capítulo 6 — é o ato administrativo pelo qual a autoridade ambiental cessa os efeitos da medida. O fundamento normativo está no art. 15-B do Decreto 6.514/2008, regulamentado pela IN IBAMA 08/2024, que estabelece os requisitos para suspensão.

As principais hipóteses de cessação tratadas na obra incluem:

  1. Cumprimento do PRAD — Plano de Recuperação de Áreas Degradadas, com aprovação técnica.
  2. Demonstração de área rural consolidada — ocupação antrópica anterior a 22/07/2008 (art. 3º, IV, da Lei 12.651/2012).
  3. Suspensão de embargos anteriores a 22/07/2008 — IN IBAMA 12/2014.
  4. Anulação do auto de embargo — vícios de competência, forma, motivo ou objeto.
  5. Decisão judicial — mandado de segurança, ação anulatória ou tutela de urgência.

Veja também: Como liberar sua propriedade — guia do desembargo

Prescrição e o embargo ambiental

A prescrição é uma das defesas mais relevantes em matéria de embargo. Aplicam-se ao instituto as regras gerais do direito administrativo sancionador previstas na Lei 9.873/1999: prescrição quinquenal da pretensão punitiva (art. 1º) e prescrição intercorrente em três anos quando o processo administrativo fica paralisado por desídia da autoridade pública (art. 1º, § 1º).

O Capítulo 7 do livro analisa o tema com profundidade, incluindo a articulação com o controle judicial e o IRDR 1008130-20.2025.4.01.0000, no qual a Terceira Seção do TRF1 fixou em 2026 a tese de que, reconhecida a prescrição da pretensão punitiva no processo administrativo ambiental, própria ou intercorrente, extingue-se também o respectivo termo de embargo. Sobre execução fiscal de multa correlata, aplica-se o entendimento da Súmula 467 do STJ.

Análises específicas: Guia da Prescrição Ambiental Prescrição na Execução Fiscal Ambiental

Glossário do embargo ambiental

Termos técnico-jurídicos centrais — todos analisados na obra com fundamentação normativa.

Embargo Ambiental
Sanção administrativa do art. 72, VII, da Lei 9.605/1998; regulamentada nos arts. 15-A e 15-B do Decreto 6.514/2008; com regra específica para áreas rurais no art. 51 da Lei 12.651/2012.
Cessação (Levantamento)
Ato administrativo de suspensão dos efeitos do embargo, com requisitos estabelecidos na IN IBAMA 08/2024. Tratada no Capítulo 6 do livro.
Auto de Infração Ambiental
Documento que formaliza a constatação da infração e abre o processo administrativo sancionador, regulado pela IN IBAMA 19/2023.
PRAD
Plano de Recuperação de Áreas Degradadas — instrumento técnico de recuperação ambiental, exigido para a cessação do embargo nas hipóteses de degradação efetiva.
Área Rural Consolidada
Ocupação antrópica preexistente a 22/07/2008 (art. 3º, IV, da Lei 12.651/2012) — hipótese central de defesa em embargos rurais.
APP — Área de Preservação Permanente
Área protegida com função ambiental específica, definida no art. 4º da Lei 12.651/2012.
Reserva Legal
Área dentro do imóvel rural com cobertura vegetal nativa preservada (art. 12 da Lei 12.651/2012).
CAR
Cadastro Ambiental Rural — registro público obrigatório dos imóveis rurais (art. 29 da Lei 12.651/2012).
Lista Pública de Áreas Embargadas
Cadastro divulgado pelo IBAMA com efeito reputacional e creditício — analisado no Capítulo 5 como sanção política.
IN IBAMA 08/2024
Instrução Normativa que estabelece os requisitos para suspensão da medida de embargo — analisada criticamente nos Capítulos 3 e 6.
Prescrição Quinquenal
Cinco anos para a pretensão punitiva da Administração (art. 1º da Lei 9.873/1999).
Prescrição Intercorrente
Três anos de paralisação do processo administrativo geram extinção da pretensão punitiva (art. 1º, § 1º, da Lei 9.873/1999).

Jurisprudência selecionada

Decisões integradas à argumentação dogmática da obra, com referência completa à fonte oficial.

STF

Constitucionalidade do Código Florestal — base das áreas consolidadas

Julgamento conjunto da ADI 4901, ADI 4902, ADI 4903, ADI 4937 e ADC 42, que validou o regime das áreas rurais consolidadas (art. 61-A) e o marco temporal de 22/07/2008 — fundamento central das defesas de embargos em áreas pré-existentes.

STF — ADI 4901, 4902, 4903, 4937 e ADC 42, Rel. Min. Luiz Fux, Tribunal Pleno, j. 28/02/2018.
STF

LC 140/2011 — competências federativas no embargo ambiental

Definição dos limites de atuação supletiva e subsidiária dos entes federados em matéria de fiscalização e sancionamento, com reflexos diretos sobre a competência para lavratura do embargo.

STF — ADI 4.757, Rel. Min. Rosa Weber, Tribunal Pleno, j. 13/12/2022, DJe 17/03/2023.
STJ

Tema 1.204 — natureza propter rem das obrigações ambientais

"As obrigações ambientais possuem natureza propter rem, sendo possível exigi-las, à escolha do credor, do proprietário ou possuidor atual, de qualquer dos anteriores, ou de ambos, ficando isento de responsabilidade o alienante cujo direito real tenha cessado antes da causação do dano, desde que para ele não tenha concorrido, direta ou indiretamente."

STJ — Tese firmada no Tema 1.204.
STJ

REsp 2.200.069/MT — dano moral coletivo por supressão de vegetação em Mato Grosso

Decisão unânime da Primeira Turma que, em ação civil pública do Ministério Público de Mato Grosso por supressão de vegetação nativa na Amazônia Legal sem autorização, restabeleceu a condenação por dano moral coletivo e fixou critérios objetivos para reconhecê-lo, com o dano presumido (in re ipsa) e sem que a possibilidade de recompor a área o afaste — analisada na obra como referência atualizada do entendimento do STJ.

STJ — REsp 2.200.069/MT, Rel. Min. Regina Helena Costa, Primeira Turma, j. 13/05/2025, DJEN 21/05/2025.
TRF1

IRDR 1008130-20.2025.4.01.0000 — prescrição e embargos

Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas julgado pela Terceira Seção do TRF1, que fixou em 2026, por maioria, a tese de que, reconhecida a prescrição da pretensão punitiva no processo administrativo ambiental, própria ou intercorrente, extingue-se também o respectivo termo de embargo, por ser medida desprovida de caráter imprescritível. O Capítulo 7 analisou o incidente quando ele ainda estava em curso.

TRF1 — IRDR 1008130-20.2025.4.01.0000.

Para quem é este livro

Leitura técnica para profissionais que lidam com embargos ambientais — defendendo, julgando, fiscalizando ou regularizando.

Advogados ambientais e agraristas

Referência prática para defesa em processos administrativos e judiciais de embargo, com modelos de argumentação dogmática e jurisprudencial.

Magistrados e desembargadores

Subsídios técnicos e doutrinários para fundamentação de decisões em mandados de segurança, anulatórias e cautelares relacionadas ao embargo.

Ministério Público e procuradores

Base jurídica para promotores e procuradores estaduais e federais na tutela ambiental e em ações coletivas envolvendo o instituto.

Servidores ambientais

Orientação técnica para agentes do IBAMA, ICMBio e órgãos estaduais que lavram, mantêm e procedem ao levantamento de embargos no campo.

Engenheiros e técnicos ambientais

Suporte para profissionais que elaboram laudos, PRADs e acompanham processos de regularização e desembargo.

Produtores rurais e agronegócio

Compreenda o regime do embargo, seus efeitos e os caminhos administrativos e judiciais para regularização do imóvel rural embargado.

Embargos Ambientais em Áreas Rurais — disponível em livro físico e e-book digital

Disponível em livro físico e e-book

O livro está disponível na Amazon Brasil em duas opções: versão impressa com entrega em todo o país e e-book digital compatível com Kindle.

Edição da Editora Thomson Reuters · Revista dos Tribunais — Série Direito Ambiental Rural. ISBN 978-65-260-2403-4.

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Sobre o autor

Diovane Franco — advogado ambiental, autor de Embargos Ambientais em Áreas Rurais

Diovane Franco Rodrigues

Sócio fundador · Diovane Franco Advogados · OAB/MT 29.530

Advogado especialista em Direito Administrativo Sancionador Ambiental. Sócio fundador do Diovane Franco Advogados, atua na defesa de produtores rurais, empresas do agronegócio, sindicatos, federações e confederações do setor produtivo contra autos de infração, embargos e sanções aplicados pelo IBAMA, ICMBio e órgãos ambientais estaduais — com atuação concentrada em Mato Grosso, Pará e Rondônia e em tribunais superiores em Brasília.

Mestrando em Ciência Jurídica pela UNIVALI, com pesquisa em controle da Administração Pública e Direito Administrativo Sancionador. Membro do IDASAN (Instituto de Direito Administrativo Sancionador Ambiental). Colunista do Migalhas e do ConJur.

Perguntas frequentes sobre embargo ambiental

Respostas técnicas para as principais dúvidas — todos os temas tratados em maior profundidade nos nove capítulos do livro.

O que é um embargo ambiental?

Embargo ambiental é uma sanção administrativa prevista no art. 72, VII, da Lei 9.605/1998 e regulamentada nos arts. 15-A e 15-B do Decreto 6.514/2008, com previsão específica para áreas rurais no art. 51 da Lei 12.651/2012. A medida paralisa a atividade desenvolvida em determinada área diante da constatação de infração ambiental. Não se confunde com a multa pecuniária nem com o auto de infração — é sanção restritiva da atividade, com pressupostos e efeitos próprios.

Qual a diferença entre embargo, auto de infração e multa ambiental?

O auto de infração é o documento que formaliza a constatação da infração e abre o processo administrativo (regulado pela IN IBAMA 19/2023). A multa é a sanção pecuniária do art. 72, II, da Lei 9.605/1998, aplicada como consequência da infração apurada. O embargo é sanção restritiva da atividade do art. 72, VII, que paralisa o uso da área. Os três institutos podem ou não cumular-se no mesmo caso.

Quem tem competência para lavrar embargo ambiental?

Têm competência o IBAMA, o ICMBio (em unidades de conservação federais) e os órgãos ambientais estaduais e municipais, observada a repartição constitucional e a Lei Complementar 140/2011. A correta identificação do ente competente é tema central de defesa — o Capítulo 2 do livro analisa a tese da dupla autuação, embargos supletivos e o entendimento fixado pelo STF na ADI 4.757.

Quanto tempo dura um embargo ambiental?

O embargo permanece em vigor até que o autuado promova a cessação (levantamento) — mediante cumprimento do PRAD, demonstração de regularidade ambiental ou área consolidada, anulação administrativa ou decisão judicial favorável. Não há prazo legal máximo. O Capítulo 6 detalha as hipóteses de cessação previstas na IN IBAMA 08/2024.

Como faço para levantar (cessar) um embargo ambiental?

As principais vias são: (i) cumprimento do PRAD aprovado; (ii) demonstração de área rural consolidada anterior a 22/07/2008 (art. 3º, IV, da Lei 12.651/2012); (iii) suspensão de embargos anteriores a 22/07/2008 pela IN IBAMA 12/2014; (iv) anulação administrativa por vício de competência, forma, motivo ou objeto; (v) decisão judicial em mandado de segurança, ação anulatória ou tutela de urgência.

O embargo ambiental prescreve?

Sim. A pretensão punitiva administrativa prescreve em cinco anos (art. 1º da Lei 9.873/1999) e há prescrição intercorrente em três anos quando o processo fica paralisado por desídia da autoridade (art. 1º, § 1º). No IRDR 1008130-20.2025.4.01.0000, o TRF1 fixou em 2026 a tese de que, reconhecida a prescrição da pretensão punitiva no processo administrativo ambiental, própria ou intercorrente, extingue-se também o respectivo termo de embargo. Sobre execução fiscal de multa, aplica-se a Súmula 467 do STJ.

Posso entrar com mandado de segurança contra embargo ambiental?

Sim, desde que haja prova pré-constituída do vício alegado — documento que comprove consolidação rural, imagens de satélite, laudo pericial ou cópia do processo administrativo demonstrando incompetência ou irregularidade. O Capítulo 7 do livro detalha o uso correto do MS, da ação anulatória e da tutela de urgência.

O embargo bloqueia o CAR e o crédito rural?

Sim. A área embargada gera bloqueio do CAR e inscrição em listas públicas com reflexos sobre crédito rural, comercialização e participação em programas de regularização. O Capítulo 5 trata em detalhe os efeitos dominiais (sobre o imóvel) e extradominiais (sobre a pessoa), incluindo as restrições do BNDES e a Moratória da Soja.

O que é PRAD e por que ele é exigido para o desembargo?

PRAD é o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas — instrumento técnico-jurídico que descreve as ações de recuperação da área (cronograma, métodos, espécies, responsáveis técnicos e indicadores). É exigido pelo órgão ambiental como condição da cessação do embargo nas hipóteses em que houve degradação efetiva, conforme o regime da IN IBAMA 08/2024.

Quais os vícios mais comuns que invalidam um auto de embargo?

Os principais vícios examinados no Capítulo 7 são: vícios de competência (incluindo o bis in idem); vícios de forma (defeitos na lavratura, coordenadas e polígono imprecisos, defeitos na notificação); vícios de motivo (ausência ou insuficiência de fundamentação, erro na descrição); vícios de objeto (especificação inadequada, ausência de autoria); e vícios de finalidade (desvio de finalidade da medida).

Comprei um imóvel embargado — sou responsável pelo embargo?

O STJ pacificou no Tema 1.204 que as obrigações ambientais têm natureza propter rem, podendo ser exigidas, à escolha do credor, do proprietário ou possuidor atual, de qualquer dos anteriores ou de ambos, ficando isento de responsabilidade o alienante cujo direito real tenha cessado antes da causação do dano, desde que para ele não tenha concorrido, direta ou indiretamente. O Capítulo 5 trata da extensão dos efeitos do embargo e das hipóteses de defesa do adquirente de boa-fé.

Onde comprar o livro Embargos Ambientais em Áreas Rurais?

O livro está disponível na Amazon Brasil em duas versões: livro físico com entrega em todo o país e e-book Kindle. Edição da Editora Thomson Reuters · Revista dos Tribunais (2025), ISBN 978-65-260-2403-4.

Quem é o autor do livro?

Diovane Franco Rodrigues é advogado (OAB/MT 29.530), sócio fundador do Diovane Franco Advogados, mestrando em Ciência Jurídica pela UNIVALI, membro do IDASAN e colunista do Migalhas e ConJur. Atua há mais de uma década em defesa de produtores rurais e empresas do agronegócio em embargos, autos de infração e execuções fiscais ambientais em Mato Grosso, Pará, Rondônia e tribunais superiores.

Preciso de ajuda jurídica em um caso de embargo — o escritório atende em todo o Brasil?

Sim. Diovane Franco Advogados atua em embargo ambiental, autos de infração e execuções fiscais ambientais em todos os estados, com sede em Sinop/MT e escritórios em Belém/PA, Brasília/DF, Novo Progresso/PA e Rio de Janeiro/RJ. Entre em contato pelo formulário ou pelo WhatsApp (66 99955-5402).

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