O crédito rural destinado à agropecuária no Brasil recuou 26% nos últimos doze meses, segundo levantamento divulgado pelo Canal Rural. A retração já pesa sobre o planejamento da safra de verão e preocupa produtores do Rio Grande do Sul e de outras regiões, que enfrentam custeio mais caro e menor disponibilidade de recursos para financiar plantio, insumos e investimentos no campo.
Como isso afeta quem tem área embargada ou processo ambiental em curso?
Num cenário de crédito mais escasso, a exigência de regularidade ambiental do tomador ganha peso. Instituições que operam recursos oficiais costumam avaliar a situação do imóvel no Cadastro Ambiental Rural, a existência de embargos ativos e a presença de autos de infração antes de liberar o financiamento. Um passivo ambiental pendente pode ser o fator decisivo entre conseguir ou não custear a lavoura em um ano em que a oferta de crédito já se reduziu.
Por isso, produtores com pendências junto a órgãos ambientais precisam olhar para o processo administrativo com a mesma atenção dedicada ao contrato bancário. Discutir a validade do embargo, negociar termo de ajustamento de conduta, apresentar plano de recuperação de área degradada ou buscar a suspensão judicial de multa são medidas que, além do mérito ambiental, podem destravar o acesso ao crédito e evitar que a propriedade fique fora da próxima janela de plantio.
Quem tem imóvel rural em análise deve reunir a documentação da área, o histórico de autuações e a inscrição no CAR antes de procurar o banco, para evitar surpresas no momento do desembolso.
Fonte: Canal Rural.
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