ACP de mineração: perícia indeferida e prova testemunhal deferida no AM
7ª Vara Federal Ambiental e Agrária da SJAM
A União ajuizou ação civil pública contra uma empresa de mineração e uma pessoa física, buscando o ressarcimento de minério extraído em desacordo com a licença obtida. Após a audiência de conciliação realizada por videoconferência, não houve acordo, e os requeridos apresentaram contestação na qual alegaram ilegitimidade passiva e, no mérito, ausência de autoria e de nexo de causalidade. Na fase de especificação de provas, a defesa requereu a produção de prova pericial e testemunhal, ao que se opuseram a União e o Ministério Público Federal quanto à perícia.
Discutiu-se a necessidade da prova pericial requerida pelos requeridos para apurar a existência de dano ambiental, o nexo causal, a regularidade da lavra e a validade das licenças ambientais, diante da documentação já constante dos autos e de sentença transitada em julgado em processo anterior sobre o dano. Debateu-se, também, o cabimento da oitiva de testemunhas quanto a fatos relacionados à atuação direta nas atividades de lavra e na gestão ambiental da empresa.
A 7ª Vara Federal Ambiental e Agrária da Seção Judiciária do Amazonas, em decisão interlocutória de primeiro grau, indeferiu o pedido de prova pericial, por considerá-la desnecessária diante das demais provas produzidas. Na mesma decisão, deferiu a produção de prova testemunhal e a eventual juntada de novos documentos, limitando o rol a três testemunhas por fato ou ponto controvertido, e determinou a designação de audiência de instrução e julgamento em formato virtual. O mérito da ação de ressarcimento não foi julgado nesta oportunidade.